
















"Aposto como existem pessoas que hoje vivem do jeito que eu vivia antes. Eu fico realmente triste quando falo sobre isso. Mas outro dia conversando com uma amiga, ela me disse: “Por que você não passa algumas dessas palavras pro papel? Já pensou em quantas pessoas poderia ajudar?”. Fico com medo de não acreditarem, mas eu juro que é a mais verdadeira verdade. Foi o que decidi fazer.
Quando eu tinha meus 14, 15 anos, eu era o que hoje em dia se chama de “piriguete”. Não que não me valorizasse. Mas eu não queria me amarrar a ninguém. Por causa disso, me chamavam de seca, sem sentimentos mesmo tendo um pouco mais de proximidade com alguns amigos. O meu jeito levantava especulações com o fato de eu sentir ou não algo por alguém. Mas até agora eu não disse nada. Nessa mesma época minha de “piriguete” (e olha que eu nem sou tão velha assim), havia um menino apaixonado por mim. A gente já tinha “ficado” antes, e pra falar a verdade, foi um dos primeiros meninos que eu beijei. Depois de um tempo, ele viajou, ficou uns 3 anos fora, e embora ele fosse apaixonado por mim, eu não sei o que ele fazia ou o que fez enquanto esteve longe de mim. Era simplesmente TUDO que eu queria pra mim hoje em dia. Até que um dia, ele voltou, com 17, 18 anos. E embora o tempo tivesse passado, ele ainda era apaixonado por mim. Eu me sentia balançadíssima com as coisas que ele me dizia, e quando nos reencontramos, senti mais falta ainda. Mas ele estava diferente. Eu podia sentir que ele ainda me amava. Mas era como se ele tivesse criado um escudo de proteção contra as coisas que eu fizesse para que não se magoasse comigo.
Um dia, ou melhor, no dia em que ele fazia aniversário, ainda bem próximos e no mesmo círculo de amizade, fomos para uma festa. Em um dado momento, ele veio conversar comigo, e após tanto tempo separados, ficamos novamente. Aquilo foi como um vulcão dentro de mim. Eu queria explodir, de tanta felicidade. Embora tivéssemos ficado, ele não proferiu nenhum dos “eu te amo, pra sempre seu” que falava na nossa época mais próxima. Cheguei em casa e pensei se dessa vez, estaria eu, a passos de me apaixonar de novo.
Deixei fluir. Após um certo tempo, eu fui vendo como ele estava diferente. Com o carinho, continuava o mesmo. Mas eu o sentia distante. Ficamos alguns meses juntos, até que eu, voltando a minha fase “cubo de gelo”, terminei com ele após uma briga em que tivemos e que na realidade, ele estava com a razão. Mesmo nervoso com a nossa briga, e com a situação, ele disse, pela primeira vez em 3 anos, aquela mesma coisa de antes: “Eu te amo, pra sempre seu”. E não ficamos mais. Um dia, no meu quarto, acordando normalmente e sem me preocupar com nada, recebi uma ligação dele. E foi nesse dia que eu comecei a sentir. E sentir de verdade. Ele estava indo para São Paulo, tratar de um câncer na parte direita do cérebro. Fiquei perdida, não sabia o que fazia, até que me manti calma. A partir desse dia, não precisa nem de falar, quem é que queria ouvir um “eu te amo, pra sempre seu”...
Felipe morreu de câncer, e eu estou aqui. Por mais que ninguém acredite, eu queria passar essa mensagem pra todas as “piriguetes” que hoje estão por aí, curtindo a vida, se divertindo. Não que eu queira que vocês parem a vida por causa disso. Mas que vocês aprendam a verdadeira importância do que é um sentimento. E eu peço: SINTAM! NÃO DESISTAM. Embora eu não tenha tido ninguém pra me ajudar e aconselhar com relação a isso, eu posso sentir tudo. É como se Felipe, hoje, tivesse morrido para entregar todo seu amor a mim, e me ensinar a sentir o que eu não sentia quando ele estava vivo. E finalizo com a frase de Renato Russo, que é a melhor para o texto: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. E é isso!
Ana Luíza Carvalho Olivieri, 37 anos."
Uma fã de Avril Lavigne mando este e-mail para a lista de contatos dela. E meu irmão estava nesta lista. Ele me passou e eu publiquei aqui. Fiquei "de cara" com as semelhanças.
O ambiente em que me encontro, vivencio uma história mais ou menos parecida. Exceto pelo final. Apenas observo tudo ao meu redor, de longe...
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